• Produzir um conjunto de documentos ajustados às especificidades das patologias contempladas, em regime de cooperação entre todos os actores que com elas estabeleçam relação;
  • Estabelecer colaborações de continuidade entre especialistas e associações de doentes para a produção de materiais acessíveis a não-especialistas;
  • Contribuir para a criação de condições que permitam aos doentes identificar e compreender a terminologia médica respeitante à sua situação clínica, em particular a dos relatórios anatomopatológicos;
  • Sensibilizar para a necessidade de uma participação activa na trajectória da doença, incentivando a autonomia do doente;
  • Avaliar o uso dos materiais produzidos e dos seus efeitos no plano do conhecimento e da capacitação dos doentes.

Com vista ao cumprimento destes objectivos foi adoptada uma metodologia de carácter qualitativo, em que as entrevistas efectuadas a aproximadamente 150 doentes constituíram o material analítico central. Esta estratégia metodológica tornou pertinente não circunscrever o foco do trabalho ao diagnóstico, mas alargá-lo a outros aspectos associados à doença oncológica. No sentido de complementar a informação recolhida, entrevistaram-se igualmente clínicos e responsáveis de associações de doentes. O processo de validação final consistiu na realização de grupos focais com os doentes inicialmente entrevistados, por forma a aferir a eventual necessidade de reformular conteúdos numa fase prévia à publicação das booklets.